São eles: Mário Araripe, do Ceará; e Ilson Mateus, do Maranhão. Os executivos nordestinos integram o rol de pouco mais de 3 mil super ricos mundiais selecionados pela renomada publicação.
Fundador da Casa dos Ventos, Araripe, segundo a Forbes, possui uma fortuna de US$ 3 bilhões (algo em torno de R$ 17 bilhões). Entre os brasileiros, ocupa a 19ª colocação no ranking dos mais ricos (veja lista completa ao fim da matéria). Globalmente, ele está na 1.219ª colocação.
Já Ilson Mateus, criador do Grupo Mateus, consta na 32ª posição do Brasil, com US$ 1,7 bilhão (em torno de R$ 9,7 bilhões). Ele figura na colocação de número 2.019 no rol mundial.
O cearense Mário Araripe, de 70 anos, vem construindo a sua fortuna desde a década de 1980, mas foi com os investimentos em energias renováveis, no início dos anos 2000, que começou a figurar na lista dos homens mais ricos do País.
O empresário vendeu a fábrica da Troller, de veículos off-road, para a Ford e foi o precursor dos grandes projetos de energia eólica no Brasil, com a Casa dos Ventos.
Araripe é o nome à frente de um projeto colossal, a construção de data center no Pecém, no valor de R$ 55 bilhões. A meta é atrair big techs para o Ceará, em um cenário no qual a Inteligência Artificial demanda infraestrutura cada vez mais robusta.
Nascido no Crato, no interior do Ceará, em 20 de dezembro de 1954, Araripe é filho de um engenheiro de obras contra a seca. Integrante de uma família de classe média do interior, se formou em Engenharia Mecânica-Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com curso de extensão pela Harvard Business School (EUA).
Ilson Mateus é o fundador e presidente do Grupo Mateus, um dos maiores conglomerados de varejo e atacado do Brasil, com forte presença na região Nordeste e no Norte do país.
O maranhense começou sua trajetória empresarial de forma modesta, em 1986, quando abriu um pequeno comércio de cereais na cidade de Balsas, no sul do estado. Inicialmente, o negócio tinha foco no abastecimento de alimentos básicos para pequenos comerciantes e agricultores da região, que na época vivia um boom econômico impulsionado pelo agronegócio.
A partir da década de 1990, diversificou e expandiu suas operações, investindo em supermercados, atacarejos e centrais de distribuição.
A estratégia de crescimento incluiu a construção de uma logística robusta e eficiente, que permitiu ao Grupo Mateus alcançar áreas remotas e cidades com pouca oferta de produtos e serviços de qualidade.
A expansão contínua foi marcada pela inauguração de novas lojas e centros de distribuição, consolidando a marca como referência em abastecimento em estados como Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins.